uma pequena fábula

depois de, a conselho do Jean Némar, ter acrescentado no postal de ontem umas coisas em que falava numa fábula do Kafka que na minha opinião se ajustava perfeitamente ao que dizia o texto, o Jean voltou à liça e disse que, já agora, também podia juntar a tal fábula do Kafka.
Lá me fui ao meu enferrujado alemão e aqui a têm então numa tradução pelo menos aproximada:

“Ai de mim”, disse o rato, “o mundo torna-se mais estreito a cada dia que passa. A princípio era tão vasto que eu tive medo, corri em frente e fiquei contente ao ver finalmente ao longe muros à esquerda e à direita , mas esses muros compridos aproximam-se um do outro tão rapidamente que em breve estarei no último compartimento onde ao canto está a ratoeira para onde corro.”
“Não tens mais que mudar de direção”, disse o gato e comeu-o.

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