nem tudo o que

estive a ler uma entrevista a um fotógrafo. às tantas dizia que tinha chegado à fotografia porque a isso o tinha obrigado o pai, que também era fotógrafo. Digam-me lá agora: qual o entrevistador que resiste a um tal anzol? Não este, pelo menos desta vez. Logo lhe chegou um cheirinho a pai que “inicia”, pai que estimula, pai mestre e se calhar todas as lições exemplares que lhe andam pegadas. “Então, ainda bem que o seu pai o “obrigou” a ser fotógrafo…” E logo o entrevistado, que, pela amostra (mas há mais disto pela entrevista fora) não é muito dado a historinhas edificantes, sai-se com: “Ele não me obrigou, deu-me um enxerto de porrada. E pôs-me na rua e só me deixou entrar quando eu me comprometi a trabalhar com ele. Dormi uma noite à porta de casa.”

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